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Espanha, Irlanda e Grécia vendem bônus com êxito, enquanto Hungria sofre revés
SÃO PAULO - O mercado de crédito está agitado na Europa nesta terça-feira (20), com Irlanda, Espanha e Grécia levantando € 1,5 bilhão, € 5,958 bilhões e € 1,95 bilhão, respectivamente, em leilões marcados por grande procura por títulos da dívida destes países. A Hungria também tomou dinheiro do mercado, mas não obteve o mesmo êxito em sua operação.
Irlanda
O leilão irlandês ocorreu um dia após a agência de classificação Moody’s ter rebaixado o rating da dívida do país, fato que não espantou os investidores em busca dos títulos. No entanto, embora a procura tenha sido alta, o yield (retorno) foi mas elevado do que aquele registrado em suas últimas operações.
Dos € 1,5 bilhão levantados pelo país, metade - ou € 750 milhões - foi vendido em títulos com maturidade para abril de 2016, a um yield de 4,6496%, contra os 4,521% registados no leilão realizado em junho. Já a outra metade, com maturidade em 2020, também viu seu yield subir, para os 5,537%, muito acima dos 4,688% numa emissão semelhante realizada em abril.
Grécia
No caso grego, esta foi a segunda operação desta natureza desde que recebeu o aporte financeiro do FMI (Fundo Monetário Internacional) em conjunto com a UE (União Europeia). Atenas colocou títulos do Tesouro com maturidade a treze semanas, sendo que a taxa de juro paga pelo governo caiu de 4,65%, registrada no leilão anterior, para 4,05%. A demanda excedeu a oferta em 3,85 vezes.
Espanha
Por sua vez, os € 5,958 bilhões angariados por Madri se dividiram em duas operações, uma levantando € 4,25 bilhões em títulos com maturidade de 12 meses, e a outra alcançando € 1,72 bilhão, em títulos com vencimento em 18 meses.
No caso da primeira operação, a procura foi quase o dobro da oferta, enquanto que no segundo ela chegou ao triplo. Assim como no caso grego, as taxas de juro também recuaram, para 2,249% e 2,4%, respectivamente.
Hungria
Por fim, a Hungria voltou ao mercado de crédito após ter suporte financeiro suspenso por parte do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da UE (União Europeia) no último final de semana, em função da recusa do governo em adotar medidas de austeridades fiscais.
Com isso, o país levantou 35 bilhões de florins (cerca de US$ 156,3 milhões) em títulos de três meses, cifra bem abaixo dos 45 bilhões de florins que o Tesouro traçou como meta - embora o total vendido tenha sido coberto por uma demanda de 52,55 bilhões de florins. A taxa de juro média foi de 5,47%, acima dos 5,28% no leilão realizado na semana passada.
Por: Equipe InfoMoney
InfoMoney
Irlanda
O leilão irlandês ocorreu um dia após a agência de classificação Moody’s ter rebaixado o rating da dívida do país, fato que não espantou os investidores em busca dos títulos. No entanto, embora a procura tenha sido alta, o yield (retorno) foi mas elevado do que aquele registrado em suas últimas operações.
Dos € 1,5 bilhão levantados pelo país, metade - ou € 750 milhões - foi vendido em títulos com maturidade para abril de 2016, a um yield de 4,6496%, contra os 4,521% registados no leilão realizado em junho. Já a outra metade, com maturidade em 2020, também viu seu yield subir, para os 5,537%, muito acima dos 4,688% numa emissão semelhante realizada em abril.
Grécia
No caso grego, esta foi a segunda operação desta natureza desde que recebeu o aporte financeiro do FMI (Fundo Monetário Internacional) em conjunto com a UE (União Europeia). Atenas colocou títulos do Tesouro com maturidade a treze semanas, sendo que a taxa de juro paga pelo governo caiu de 4,65%, registrada no leilão anterior, para 4,05%. A demanda excedeu a oferta em 3,85 vezes.
Espanha
Por sua vez, os € 5,958 bilhões angariados por Madri se dividiram em duas operações, uma levantando € 4,25 bilhões em títulos com maturidade de 12 meses, e a outra alcançando € 1,72 bilhão, em títulos com vencimento em 18 meses.
No caso da primeira operação, a procura foi quase o dobro da oferta, enquanto que no segundo ela chegou ao triplo. Assim como no caso grego, as taxas de juro também recuaram, para 2,249% e 2,4%, respectivamente.
Hungria
Por fim, a Hungria voltou ao mercado de crédito após ter suporte financeiro suspenso por parte do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da UE (União Europeia) no último final de semana, em função da recusa do governo em adotar medidas de austeridades fiscais.
Com isso, o país levantou 35 bilhões de florins (cerca de US$ 156,3 milhões) em títulos de três meses, cifra bem abaixo dos 45 bilhões de florins que o Tesouro traçou como meta - embora o total vendido tenha sido coberto por uma demanda de 52,55 bilhões de florins. A taxa de juro média foi de 5,47%, acima dos 5,28% no leilão realizado na semana passada.
Por: Equipe InfoMoney
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